A qualidade de imagem radiográfica é um fator determinante na hora de realizar um diagnóstico. Mas não é só isso. Dependendo do caso, ela ainda gera economia para clínicas e hospitais.

Uma imagem radiográfica de má qualidade, além de interferir no julgamento dos radiologistas e demais profissionais (podendo até resultar em erros graves de diagnóstico), ainda obriga o médico a refazer os exames. Por outro lado, hospitais e clínicas que controlam os fatores de qualidade das imagens radiográficas possuem uma série de vantagens competitivas em relação a seus concorrentes. Quer saber como? Neste artigo, vamos explicar quais fatores radiográficos afetam a qualidade das imagens (digital e convencional) e como evitar problemas como:
  • Erros médicos;
  • Repetição de exames;
  • Demora nos atendimentos;
  • Custos e despesas desnecessárias;
  • Exames sem qualidade.

Por que se importar com a qualidade de imagem radiográfica?

Uma imagem sem qualidade pode gerar problemas para profissionais e pacientes, pois os exames precisam ser refeitos. Ou seja, tomando mais tempo do profissional e submetendo o paciente a mais doses de radiação. Resultados a curto/médio prazo:

Exames SEM qualidade

  • Mais transtorno para médicos e pacientes;
  • Menos pacientes atendidos diariamente;
  • Mais custos para a instituição de saúde.

Exames COM qualidade

  • Menos despesas para as organizações;
  • Diminuição de erros médicos;
  • Menos frustrações para profissionais e pacientes.

Fator #1: Densidade

A densidade radiográfica, também conhecida como densidade óptica, é o grau de enegrecimento da imagem. Ou seja, ela é responsável pelo escurecimento dos exames. Quanto maior for a densidade, mais escura será a imagem. O controle da densidade é feito, principalmente, pela quantidade de Raios X emitida. Então, quanto maior for a duração da descarga de radiação, mais escura ficará a imagem, e vice-versa. Porém, outros fatores afetam a densidade das imagens, são eles:
  • Distância entre o foco e o detector (filme, na radiologia convencional);
  • Espessura das estruturas do paciente.
Em exames em que o grau de densidade radiográfica é muito baixo, a imagem torna-se inaceitável para o diagnóstico.

Fator #2: Detalhe

Trata-se da nitidez da imagem. Em outras palavras, é o nível de detalhamento das estruturas visualizadas no exame. A nitidez é importante para que todos os detalhes anatômicos fiquem visíveis, o que inclui bordas e outras linhas finas dos tecidos. Uma imagem sem nitidez pode esconder lesões, microfraturas e outros sintomas importantes para o diagnóstico.

Os aspectos que influenciam a nitidez das imagens são:

  • Ponto focal: Deve-se usar sempre o menor ponto focal possível para alcançar imagens com melhor nitidez. Pontos focais muito amplos podem gerar borramentos nos exames;
  • Distância entre o tubo e o receptor (DFoFi): Quanto maior for a distância entre o tudo e o receptor, melhor será a nitidez;
  • Distância entre o paciente e o receptor (DOF): Quanto mais afastado o objeto do filme, menor será a nitidez da imagem, ou seja, deve-se aproximar o paciente do receptor para que o nível de detalhamento seja melhor;
  • Movimentos voluntários e involuntários do paciente: Deve-se tentar reduzir o tempo de exposição do paciente e prestar atenção em seus movimentos antes de disparar os Raios X.
Lembre-se de tomar estas precauções para que as imagens obtenham detalhes suficientes para a realização do diagnóstico.

Fator #3: Contraste

O contraste radiográfico é a diferença das densidades em estruturas adjacentes. Em outras palavras, é a quantidade de tons de cinza entre as cores branca e preta. Se houver muitos tons de cinza, a imagem está com pouco contraste. qualidade de imagem radiografica O contraste é muito importante para salientar detalhes anatômicos. Imagens com muito/pouco contraste podem afetar o diagnóstico. O controle do contraste é feito através da alteração de quilovoltagem (kW), que determina o nível de penetração dos Raios X. Desta forma, quanto maior for o kW, maior será o nível de penetração da radiação, e, consequentemente, mais contrastada ficará a imagem. Mas é preciso ter cuidado. O excesso de penetração pode prejudicar a absorção correta dos Raios X. Na radiologia digital (CR e DR), o contraste e o brilho podem ser alterados digitalmente para melhorar a qualidade da imagem radiográfica.

Fator #4: Distorção

A distorção radiográfica é um dos fatores geométricos da radiologia, e diz respeito à reprodução incorreta do tamanho ou da forma dos tecidos na imagem. Ou seja, quando uma imagem está com distorção, podemos assumir que as estruturas não foram capturadas corretamente pelo receptor. Exames com muita distorção tornam a radiografia inadmissível para o diagnóstico. Entretanto, nenhuma radiografia é uma representação exata do corpo humano. É preciso controlar o nível de distorção para minimizar a perda de qualidade e, assim, gerar uma imagem válida para um possível diagnóstico. Como minimizar a distorção radiográfica?
  • Aumentando o DFoFi;
  • Diminuindo o DOF;
  • Fazendo o alinhamento correto do objeto;
  • Realizando o posicionamento correto do Raio Central (RC) para que a porção central do feixe seja melhor utilizada.

Outros fatores importantes

Além dos fatores "tradicionais", existem outros aspectos que podem alterar a qualidade ou até invalidar as imagens. São eles:

Ruído radiológico

O ruído na imagem radiográfica é uma variação aleatória da densidade de fundo da imagem. Esta variação pode dar às imagens uma aparência granulada ou texturizada, mais ou menos como aquelas TVs antigas sem sinal. Na radiologia, essa variação representa informação indesejável, pois não agrega nenhum valor para o diagnóstico. Pelo contrário, atrapalha! qualidade de imagem radiografica Toda radiografia possui ruído, porém, deve-se conduzir o exame de modo que a quantidade de ruído na imagem não comprometa a avaliação médica.

Principais motivos que geram ruído nas imagens

1) Na radiologia convencional

  • Variação aleatória de fótons absorvidos pelo receptor;
  • Aumento da sensibilidade do écran;
  • Aumento da sensibilidade do filme;
  • Artefatos resultantes do processamento do filme.

2) Na radiologia digital

  • Imagens gravadas com poucos fótons podem gerar incerteza. Pode ser considerado ruído.
Como minimizar o ruído? O ruído pode ser minimizado através da intensidade do feixe. Quanto maior for a intensidade, menor será o ruído. Porém, é preciso considerar que quanto maior for a exposição do paciente à radiação, mais prejudicial será para a sua saúde. Portanto, deve-se manter os níveis de ruído dentro das proporções aceitáveis, e assim compensar a exposição do paciente.

Artefatos radiológicos

Os artefatos radiológicos são deformações nas imagens gerados por alguma intervenção externa. qualidade de imagem radiografica Essas intervenções podem ser desde manipulação inadequada do filme, até erros dos profissionais no pós-processamento.

Principais motivos que geram artefatos nas imagens

1) Na radiologia convencional:

  • Marcas de dedos provocadas pelo manuseio do filme;
  • Marcas de eletricidade estática resultantes da flexão excessiva ou filmes sem invólucro;
  • Bolhas de ar resultantes do processamento do filme;
  • Manchas e sujeira.

2) Na radiologia digital e computadorizada:

  • Atraso de imagem: Os famosos "fantasmas" ocorrem quando a imagem latente do exame anterior fica presente na imagem atual;
  • Retroespalhamento: Ocorre devido ao aumento de exposição da radiação;
  • Costuras: Ocorre quando duas imagens são combinadas em uma única.

Do monitor às mãos dos médicos (importante)

Um fator importante e que muitas vezes passa despercebido é a qualidade da imagem quando o exame sai da tela do computador e vai para as mãos dos médicos. Atenção: Estamos falando da impressão dos exames em papel. Isto ocorre quando há equipamentos radiológicos digitais. Descubra mais sobre as vantagens da radiologia digital. Muitas vezes, as imagens impressas não contêm a nitidez e o contraste exibidos na tela. Assim, voltamos a ter os mesmos problemas com a falta de qualidade de imagem radiográfica que falamos até agora. Mas não significa que os exames em papel sejam piores ou possuam menos qualidade que as velhas chapas (filme dry). Pelo contrário. A tecnologia permite que os exames em papel alcancem mais qualidade em menos tempo. Então, de onde vêm os erros? Podem ocorrer por diversos motivos, desde problemas nas impressoras até a calibração incorreta dos equipamentos, uma vez que cada exame precisa de uma calibração específica para que haja confiabilidade de cores. É preciso ficar atento na qualidade das impressões para não cometer erros nos diagnósticos ou gerar despesas e desperdícios para a instituição. Atenção: As impressões de exames feitas através de impressoras de papel devem ser utilizadas única e exclusivamente para documentação e não tem finalidade diagnóstica. Helioprint - ebook impressão de exames médicos